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Por Leandro Ruschel: "A verdade é que não há como negar a instrumentalização da justiça brasileira como aparelho da esquerda para censurar, perseguir e prender opositores.A corte superior da Itália apenas apontou o óbvio: em qualquer país civilizado, juízes não podem ser vítimas e julgadores ao mesmo tempo. E não foi a única instituição estrangeira a enxergar a anomalia. A Interpol recusou por duas vezes incluir opositores brasileiros na difusão vermelha, sendo que, no caso de Oswaldo Eustáquio, invocou expressamente a proibição de atuar em matéria de natureza política. O Departamento de Estado americano apontou carência de provas no pedido de extradição de Allan dos Santos. A Justiça espanhola negou a extradição de Eustáquio por entender que os fatos sequer configuram crime, protegidos pela liberdade de expressão. E o Conare argentino concedeu refúgio a um condenado pelo Supremo, reconhecendo fundado temor de perseguição vinculado à opinião política do solicitante. Na prática, instituições de quatro países diferentes reconheceram o estado de exceção brasileiro. A pergunta não é se há perseguição política no Brasil. É quando a perseguição acabará."

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