Por Leandro Ruschel: "Quando perguntado sobre o uso do Inquérito das 'Fake News' para 'investigar' um pré-candidato a presidente por uma sátira postada por ele, Gilmar Mendes afirma com todas as letras que não há prazo para o "'inquérito' acabar, afirmando que ele deve permanecer aberto até pelo menos as próximas eleições.Mais grave, ele dá como exemplo o 'vilipêndio' do tribunal o fato de um senador da República ter ousado indiciar ministros pelo seu envolvimento no caso Master, ou por ter buscado impedir as investigações de uma CPMI.Ou seja, fica escancarada a situação do tribunal se colocar acima de qualquer suspeita e de qualquer outro poder, exatamente como denuncia o governador Zema.A verdade é que o Inquérito das 'Fake News' jamais será fechado por iniciativa dos ministros porque ele não é um inquérito, mas sim um Ato Institucional, que basicamente jogou a Constituição no lixo e abriu um novo modelo político, que pode ser definido como o regime dos imperadores supremos, que decidem, ao seu bel-prazer, sobre qualquer assunto, em especial, atuando para sua autoproteção.Diante desse quadro, como podemos esperar por um processo eleitoral minimamente justo?"